Bettina Rudolph da Empiricus mostra mais uma vez que a nossa sociedade é machista

“Oi. Meu nome é Bettina, eu tenho 22 anos e 1 milhão e 42 mil reais de patrimônio acumulado”. É bem provável que você já tenha se deparado com essa apresentação ao abrir um vídeo no YouTube ou no Facebook.

Nos últimos dias, a peça publicitária da consultoria de investimentos Empiricus Research, protagonizado por Bettina Rudolph, tornou-se praticamente onipresente na abertura de vídeos no YouTube. E isso incomodou muita gente.

Nesta sexta-feira (15), o incômodo virou uma enxurrada de memes e comentários debochados sobre a história de sucesso da jovem milionária, que diz ter alcançado o patrimônio atual três anos após o investimento de R$ 1.520. Bettina ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Isso porque veio à tona um outro vídeo em que ela conta: “O meu pai guardou a vida inteira um dinheiro na poupança pra mim. Quando eu fiz 19 anos, ele me deu o dinheiro e falou: ‘E agora, o que você quer fazer com essa grana?’.”

A minha pergunta é? se ela não fosse além de bem sucedida, mulher, loira, jovem e bonita, teria causado tanto barulho?

É possível afirmar que as mulheres, embora tenham conquistado seu lugar na sociedade, ainda sofrem muito com a violência.  Tudo se deve ao fato deles se sentirem superior a elas, de não aceitarem que elas sejam independentes, livres para agir como bem entenderem. Por isso o ciúme e preconceito são uma das principais causas para esse número de violência ser tão grande. É importante salientar que esse mesmo preconceito está inserido entre as mulheres, pois muitas delas ainda se sentem incomodadas com a liberdade conquistada por outras mulheres. Todos esses aspectos estão presentes nas inúmeras manifestações que estão ocorrendo nas redes sociais. Quantos vendedores estão todos os dias oferecendo algo que nos parece inatingível, a própria Empiricus tem como base esse tipo de publicidade, então porque só a Bettina Rudolph da Empiricus causou tanto incômodo?

Breve Definição sobre o Machismo

Machismo ou chauvinismo masculino é o conceito que se baseia na supervalorização das características físicas e culturais associadas ao sexo masculino, em detrimento daquelas associadas ao sexo feminino, pela crença de que homens são superiores às mulheres. Em um termo mais amplo, o machismo, por ser um conceito filosófico e social que crê na inferioridade da mulher, é a ideia de que o homem, em uma relação, é o líder superior, na qual protege e é a autoridade em uma família.

Durante o movimento de libertação feminina das décadas de 1960 e 1970, o termo começou a ser usado por feministas latino-americanas para descrever a agressão masculina e a violência. O termo foi usado por feministas latinas e estudiosos para criticar a estrutura patriarcal das relações de gênero nas comunidades latinas. Seu objetivo era descrever uma determinada marca latino-americana de patriarcado.

A palavra “machismo” quando usada em texto em inglês, deriva da palavra idêntica em espanhol e em português e refere-se à suposição de que a masculinidade é superior à feminilidade, conceito semelhante à masculinidade hegemónica de R.W. Connell, no sentido de que supostos traços femininos entre homens (os traços historicamente vistos como femininos entre as mulheres) devem ser considerados indesejáveis, socialmente reprováveis ou desvios. Os papéis de gênero tem parte importante na identidade humana enquanto conduzimos nossas identidades através de ações sociais históricas e atuais. As atitudes e os comportamentos do machismo podem ser mal vistos ou encorajados em vários graus em várias sociedades ou subculturas – embora seja freqüentemente associado a matizes patriarcais, principalmente nas visões atuais do passado.

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Forma de categorização bem machista tentando diminuir o valor de uma mulher

Breve Definição sobre o Feminicídio

O femicídio tem sido usado para descrever assassinatos de mulheres por parceiros íntimos e familiares; Ele também tem sido usado para descrever assassinatos relacionados a gênero na comunidade. O termo femicídio foi introduzido no século passado para descrever os assassinatos de mulheres que eram relacionadas a gênero, a fim de reconhecer o impacto da desigualdade e da discriminação, identificadas internacionalmente como uma causa básica da violência contra as mulheres.

O feminicídio foi identificado globalmente como uma causa principal de morte prematura para mulheres, embora ainda exista uma pesquisa limitada sobre o assunto.

Loira burra

A loira burra ou loura burra é um estereótipo feminino e personagem modelo, caracterizado por uma mulher jovem e atraente, de cabelos loiros, que tem grande beleza física, mas “peca” por ser exageradamente ignorante e ter pouca cultura geral. O estereótipo, pejorativo e preconceituoso, popularizado a partir da década de 50, é um símbolo da cultura machista.

Algumas atrizes loiras, como Marilyn Monroe, Judy Holliday, Jayne Mansfield, Goldie Hawn, entre outras, reforçaram o esterótipo através de papéis que interpretaram no cinema e na televisão.No Brasil, o estereótipo foi popularizado pela música “Lôrabúrra”, de Gabriel o Pensador; no entanto, Gabriel disse que não se referia às loiras, mas a “um determinado tipo de garota sem personalidade” e que escolheu o loiro, por ser uma tendência das mulheres pintarem seus cabelos dessa cor.

Fonte: Textos retirados de sites como Wikipedia, projetoredacao e outros.